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Uma História de Amor e TOC

5 de jun. de 2023
2 min de leitura

Atualizado: 12 de jun. de 2023



O dia dos namorados está chegando, o amor está no ar e os números das contas bancárias estão diminuindo.


Para muitos essa data é uma como outra qualquer, para outros é o dia de mimar o mozão como se não houvesse amanhã e, para alguns, é sinônimo de grande ansiedade e preocupação. A gente sabe que, quando se está vivendo com um transtorno, não só essa data como o assunto “romance” pode ser bem complicado. No TOC, em especial, só o pensamento sobre o tema pode causar muita ansiedade, levando a questionar se é possível ter um relacionamento saudável tendo o transtorno.




Spoiler: É possível.


Nesse post, você vai conhecer a história de amor de um casal real entrevistado pelo TocTalk em que ambos são neuro -divergentes e o marido tem TOC. Entre altos e baixos, os dois contam como acharam equilíbrio em sua relação e explicam práticas que os ajudaram a lidar com o transtorno. Para preservar a identidade de ambos e como hoje estamos românticos, vamos chamá-los de Mônica e Cebola.




Mônica e Cebola se conheceram no grupo jovem de uma igreja, quando ainda eram adolescentes. O namoro começou um ano depois, e veio acompanhado de alguns desafios, visto que Cebola já tinha o diagnóstico de depressão. Os primeiros sintomas, que começaram a afetar o relacionamento, vieram na forma de despersonalização, momentos recorrentes em que ele se encontrava distante e sua parceira sentia que estava falando sozinha. Depois surgiram pensamentos intrusivos, e o relacionamento quase acabou diversas vezes, pois Cebola sentia o impulso de terminar, achando que essa era a escolha certa. Então ambos decidiram consultar um psiquiatra, o que foi um verdadeiro fracasso.

Depois de uma consulta de dez minutos, Cebola recebeu remédios para depressão e foi para casa. A medicação só piorou seus sintomas e, consequentemente, também não ajudou o relacionamento. Foi em um segundo psiquiatra, dessa vez com outra abordagem muito mais humanizada, que a suspeita do TOC surgiu. Foi preciso bastante conversa e um ajuste na dose dos remédios para ver resultados, mas eles vieram.

Cebola descobriu que tinha TOC de pensamentos intrusivo e TAG - Transtorno de Personalidade Generalizada, além da depressão. Com o diagnóstico certo, os dois buscaram se informar e tomar as medidas certas para lidar com os transtornos. Além do acompanhamento profissional, Cebola encontrou evolução em práticas como fazer caminhadas e exercícios de respiração e, com muito diálogo e compreensão dos dois lados, eles mantêm um casamento de dois anos.


Com essa história, podemos dizer que as bases para se manter um relacionamento com o TOC são as mesmas de qualquer outro: diálogo, dedicação, cuidado e muito amor. Seja transparente com seu parceiro, comunique suas dificuldades e necessidades e esteja aberto a ouvir as dele. Viver com TOC não é nenhum conto de fadas, mas faz parte de qualquer relacionamento saudável enfrentar e superar conflitos juntos. Tendo isso em mente, o transtorno vai ser só um detalhe na sua grande história de amor.

Você também tem uma história de amor envolvendo TOC? Conta pra gente nos comentários!

Um feliz dia dos namorados pra todos, e a gente se vê no próximo post!


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